domingo, 19 de abril de 2009

Projeto de rádio nas escolas leva conscientização ambiental para a sala de aula no Rio de Janeiro

Projeto de rádio nas escolas leva conscientização ambiental para a sala de aula no Rio de Janeiro
A Secretaria Estadual do Ambiente (SEA), do Rio de Janeiro, lança hoje, 17/04, o programa Nas Ondas do Ambiente. O lançamento acontece às 13 horas no Palácio Gustavo Capanema, com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc; do representante do Ministério da Educação no RJ, Cícero Mauro Fialho Rodrigues; da secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos; da secretária estadual de Educação, Tereza Porto; do reitor da UERJ, Ricardo Vieiralves; e do diretor-executivo do Viva Rio, Rubem César Fernandes.O projeto de educomunicação tem como objetivo produzir conteúdo para rádio com temática ambiental, voltado principalmente para as escolas públicas do estado. Participam pais, alunos, professores e comunicadores comunitários.Quatro projetos fazem parte do programa, o principal deles, de acordo com a Superintendente de Educação Ambiental da SEA, Lara Moutinho da Costa, é o Rádio@Escola.com, que foi executado inicialmente como projeto-piloto em 48 escolas estaduais do município do Rio de Janeiro. Participaram desta etapa 360 pessoas.Além deste, outros três projetos serão lançados:- Nas Ondas da Mata Atlântica, voltado às comunidades tradicionais da Costa Verde, vai atuar em particularmente no entorno das Unidades de Conservação (UC), envolvendo os mosaicos Bocaina, Central Fluminense, Mantiqueira e das Florestas Urbanas do Rio de Janeiro. “São 28 UCs e 29 municípios, atingindo 300 pessoas diretamente”, afirma Lara Moutinho. O projeto tem como público alvo as lideranças comunitárias, rádios comunitárias do entorno das UCs, escolas e gestores públicos. - Rádio Quintal, que prevê a produção de programas de rádio sobre questões socioambientais para distribuição em escolas, rádios comunitárias e internet. Serão gravados spots de rádio que serão distribuídos entre esses veículos. Lara Moutinho explica que serão no formato de rádio novelas e cita como exemplo a questão dos incêndios florestais causados por balões. “Um dos spots vai mostrar uma família problematizando a soltura de balões. Os programas produzidos serão veiculados nas rádios comunitárias do estado”, diz. “É uma maneira de você de democratizar a informação”, avalia.- Para fazer o acompanhamento da continuidade dos projetos, será lançado também o Animação de Rede. Alunos e professores serão mobilizados em rede e serão promovidos encontros mensais. “Quando você deixa a escola e o mosaico das UCs, precisa estimular permanentemente a produção, tanto de rádio, quanto audiovisual”, explica a superintendente.
Não existe um Caminho para a PAZ. A PAZ é o Caminho.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

MANEJO DO SOLO
A estratégia agroecológica aponta um caminho concreto para promoção de uma tecnologia ecológica e adaptada para a pequena produção. Para produzir alimentos saudáveis, em terras sãs, a manutenção da saúde do solo e da água deve ser a meta primordial do trabalho agrícola.
Uma importante forma de proteger o solo, sua umidade e a matéria orgânica é fazer a cobertura morta. Com o tempo, esta cobertura se decompõe se transforma em nutrientes para o solo e aumenta a atividade biológica do solo. Além da cobertura morta, o solo deve estar sempre coberto com plantações ou com vegetação nativa, que pode ser chamada de cobertura viva.
Para um bom manejo ecológico do solo, é sempre necessário haver adubação com matéria orgânica, que veio em última instância do solo, a ele retorna transformando-se em nutriente, o qual é assimilado pelas plantas, completando assim, o CICLO DA VIDA. A natureza predominante, o número, as espécies e o grau de atividade dos agentes ativos da decomposição são conseqüências da qualidade e quantidade de materiais que servem de alimento, das condições físicas (textura, estrutura e umidade) e químicas (quantidades de sais, nutrientes e pH) encontrados nos solos (PRIMAVESI, 1984).
Para que ocorra um equilíbrio no agroecossistema, a diversificação e a interação de espécies animais e vegetais é de extrema importância, sendo que a ausência de qualquer um de seus componentes pode acarretar um desequilíbrio ecológico. Uma outra vantagem da diversificação é que ocorre a ciclagem de nutrientes entre as diferentes espécies, e o conseqüente aproveitamento máximo dos recursos naturais. A diversificação de espécies em um agroecossistema pode ser feita pela rotação e consórcio de culturas, barreiras vegetais, adubação verde, integração da produção animal à vegetal e agrofloresta (DOVER, 1992). A rotação de culturas consiste em um planejamento racional de plantações diversas, alterando a distribuição no terreno em certa ordem e por determinado tempo.
O consórcio de culturas é o plantio de diferentes espécies vegetais, simultaneamente sobre uma mesma área. Além da associação entre cultivos comerciais, o consórcio pode ser feito também com leguminosas para adubo verde e cultivos comerciais.
A adubação verde, além de fazer parte da diversificação de um agroecossitema, é um excelente adubo, pois além de proteger o solo, pode ser a ele incorporado. Quando a adubação verde é feita com leguminosas sua associação com bactérias do gênero Rhizobium, proporciona a fixação de nitrogênio do ar no solo, reduzindo dramaticamente o consumo de adubo sintético nitrogenado, e por conseqüência a poluição do solo e água (LEONARDOS, 1998).
A integração da produção animal à vegetal em um agroecossistema é fundamental, pois os restos vegetais podem alimentar os animais e seu esterco e urinas podem ser utilizadas como adubo de alta qualidade.
Um outro manejo extremamente importante da agroecologia é a agrofloresta. Segundo Amador (1999), os sistemas agroflorestais são formas de manejo da terra em que as espécies agrícolas e florestais são plantadas e manejadas em associação, segundo os princípios da dinâmica natural dos ecossistemas. Os princípios do manejo agroflorestal incluem o conhecimento das características ecológicas e funcionais das espécies, a diversidade e a alta densidade de plantas, a poda, a capina seletiva e a participação humana e animal na dinâmica das agroflorestas.
Existe um caminho para reduzir a população de organismos prejudiciais, ao nível em que ela já não representa uma preocupação, nem é capaz de causar prejuízo. Este caminho é o controle biológico, que é o uso deliberado de organismos benéficos (agentes) contra organismos prejudiciais (alvos).
O manejo agroecológico favorece os processos naturais e as interações biológicas positivas, possibilitando que a biodiversidade nos agroecossistemas subsidie a fertilidade dos solos, a proteção dos cultivos contra enfermidades e pragas. A tecnologia utilizada nos sistemas agroecológicos é multifuncional na medida em que promove efeitos ecológicos positivos, tanto no que se refere à manutenção de bons níveis de produtividade quanto à conservação dos recursos naturais, de forma a garantir a sua sustentabilidade ecológica (PETERSEN, 1999 e REIJNTES, 1994).
A tecnologia agroecológica busca alternativas energéticas que não poluam, como por exemplo, a energia solar, a energia da força da água e do vento, pois tem um custo mais baixo (pelo menos, a médio e longo prazo) e não polui. Desta forma, pode-se afirmar que é uma agricultura que tem, a médio e longo prazo, a capacidade de baixar custos. Além disso, as florestas, os rios e o lixo orgânico, no enfoque agroecológico, são encarados como úteis e necessários para a propriedade.
As florestas são fornecedoras de matéria prima (lenha, madeira e frutos), auxiliando também na manutenção do equilíbrio ecológico e paisagístico. Os rios são fontes de água, peixes e lazer. O lixo orgânico pode ser transformado facilmente na propriedade em adubo de alta qualidade. Os praticantes da agroecologia buscam ainda produzir sua própria semente agroecológica (mais conhecida como semente orgânica), já que as comerciais, em sua larga maioria são melhoradas geneticamente para somente obter alta produtividade com o uso de todos os itens do "Pacote da Revolução Verde".
Outro importante motivo de se produzir as próprias sementes, é a independência que o agricultor ou sua forma organizativa adquire em relação às grandes empresas do setor (SHIVA, 1991; BERTRAND, 1991; CASADO, 1997; ZAPATA, 1997 e SCHAFFER, s/d).
A agroecologia não só oferece produtos mais saudáveis e nutritivos, mas também não polui o meio ambiente, preservando os recursos naturais e sendo claramente mais sustentável do que os sistemas convencionais.

Referências para Pesquisa:

ALTIERE, Miguel A. Agroecologia: as bases científicas da agricultura alternativa 1.ed. Rio de Janeiro : AS-PTA, 1989. 240 p
GLIESSMAN, Stephen R. Agroecology: ecological process in sustanaible agriculture. Santa Cruz(EUA): University of, California 1996
GLIESSMAN, Stephen R. Haciendo la conversion a agricultura sostenible: es aconsejable y necesario. Santa Cruz(EUA): University of, California 1996
MARCOS, Z. Z. Estrutura, agregação e água do solo. Piracicaba, ESALQ, 1968. 55p
MONEGAT, C., Plantas de cobertura do solo: características e manejo em pequenas propriedades. Chapecó(SC); Ed. do Autor, 1991. 337p.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Projeto leva educação ambiental a assentados de Alagoas

Uma parceria entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas, o Movimento Minha Terra (MMT) e as prefeituras dos municípios de Cacimbinhas, Dois Riachos e Maragogi está levando educação ambiental e ações de preservação a três assentamentos alagoanos por meio do projeto agroflorestação. O projeto está em execução nos assentamentos São Pedro e Espírito Santo, em Maragogi, e Santa Maria, localizado em terras de Dois Riachos e Cacimbinhas.
As ações do projeto visam despertar a população dos assentamentos para a importância da biodiversidade e da vegetação da Caatinga e Mata Atlântica, contribuindo para o processo de desenvolvimento sustentável no combate ao desmatamento.
O projeto agroflorestação é uma alternativa para a recuperação em áreas de reserva legal e preservação permanente, atuando na produção de mudas nativas e frutíferas, recuperação de áreas degradadas, promoção da educação ambiental nos assentamentos, reflorestamento com espécies nativas das margens dos rios, riachos, lagoas e olhos d’água e difusão dos sistemas agroflorestais. São ações que contribuem para o desenvolvimento sustentável dos assentamentos.
De acordo com o engenheiro agrônomo Eduardo Medeiros, do Núcleo de Meio Ambiente do Incra/AL, o projeto é adaptado ao ambiente dos assentamentos. “Não existe estufa. O cultivo das mudas é feito em viveiros rústicos com a mão-de-obra dos assentados. Neles estão sendo cultivadas mudas nativas e exóticas. No assentamento Santa Maria, por exemplo, estão sendo produzidas mudas da Aroeira, espécie ameaçada de extinção”, afirmou.
Claudeilson Araújo, coordenador do MMT no projeto, diz que a participação dos assentados tem sido positiva e que os filhos dos agricultores são os maiores beneficiados, tanto no trabalho direto com o cultivo das mudas e coleta de sementes quanto no benefício futuro da preservação do ambiente em que vivem. “Os meninos se surpreendem, pois achavam que garrafas plásticas eram lixo e hoje as utilizam nos viveiros. Isso é gratificante”.
Os três assentamentos somam uma área de reserva legal e preservação de 610 hectares onde vivem duzentas famílias assentadas da reforma agrária. Tramitam no Incra, em fase de avaliação, mais dois projetos de recuperação ambiental que serão executados nos assentamentos Flor do Bosque e Pacas, em Murici.

Ecoturismo pode gerar renda para áreas particulares protegidas

por Bruna Didario

A proteção de áreas com atributos ambientais é um dos principais temas discutidos para manter a fauna e flora brasileira. Oswaldo José Bruno, da Fundação Floresta contou, durante a Adventure Sports Fair, sobre a importância do Programa de Apoio de Reservas Particulares.
Para entender melhor o que é o programa, a Reserva Particular do Patrimônio Nacional (RPPN) visa a conservação da biodiversidade em ambientes naturais. No Brasil, existem cerca de 37 unidades de conservação e a grande parte dessa área concentra-se a Mata Atlântica. “A maior reserva particular é a do Sesc Pantanal, com cerca de 1.200 hectares. Isso é mais ou menos a área do Petar (SP) e mais alguns parques juntos”, contou Oswaldo.
A RPPN só é criada em uma área pelo proprietário da terra. Entre as atividades que podem ser realizadas após a área se tornar uma área de preservação estão pesquisas científicas, ecoturismo e educação ambiental.
Benefícios - Além de benefícios naturais da proteção ao meio ambiente, como a conservação de recursos hídricos e das florestas, o proprietário de uma área com RPPN contribui para a terra tornar-se rentável. “A terra pode gerar renda com atividades de ecoturismo”, detalhou o membro da Fundação Florestal.
As unidades de conservação são perpétuas e não há limites de área. Uma das vantagens de participar do programa é a de ter prioridade em projetos. “Quem está com a RPPN tem vantagens e benefícios, e um dos exemplos que posso citar é a preferência em certos planos de restauração de áreas”, finalizou Oswaldo.

IPEMA