sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Projeto leva educação ambiental a assentados de Alagoas

Uma parceria entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas, o Movimento Minha Terra (MMT) e as prefeituras dos municípios de Cacimbinhas, Dois Riachos e Maragogi está levando educação ambiental e ações de preservação a três assentamentos alagoanos por meio do projeto agroflorestação. O projeto está em execução nos assentamentos São Pedro e Espírito Santo, em Maragogi, e Santa Maria, localizado em terras de Dois Riachos e Cacimbinhas.
As ações do projeto visam despertar a população dos assentamentos para a importância da biodiversidade e da vegetação da Caatinga e Mata Atlântica, contribuindo para o processo de desenvolvimento sustentável no combate ao desmatamento.
O projeto agroflorestação é uma alternativa para a recuperação em áreas de reserva legal e preservação permanente, atuando na produção de mudas nativas e frutíferas, recuperação de áreas degradadas, promoção da educação ambiental nos assentamentos, reflorestamento com espécies nativas das margens dos rios, riachos, lagoas e olhos d’água e difusão dos sistemas agroflorestais. São ações que contribuem para o desenvolvimento sustentável dos assentamentos.
De acordo com o engenheiro agrônomo Eduardo Medeiros, do Núcleo de Meio Ambiente do Incra/AL, o projeto é adaptado ao ambiente dos assentamentos. “Não existe estufa. O cultivo das mudas é feito em viveiros rústicos com a mão-de-obra dos assentados. Neles estão sendo cultivadas mudas nativas e exóticas. No assentamento Santa Maria, por exemplo, estão sendo produzidas mudas da Aroeira, espécie ameaçada de extinção”, afirmou.
Claudeilson Araújo, coordenador do MMT no projeto, diz que a participação dos assentados tem sido positiva e que os filhos dos agricultores são os maiores beneficiados, tanto no trabalho direto com o cultivo das mudas e coleta de sementes quanto no benefício futuro da preservação do ambiente em que vivem. “Os meninos se surpreendem, pois achavam que garrafas plásticas eram lixo e hoje as utilizam nos viveiros. Isso é gratificante”.
Os três assentamentos somam uma área de reserva legal e preservação de 610 hectares onde vivem duzentas famílias assentadas da reforma agrária. Tramitam no Incra, em fase de avaliação, mais dois projetos de recuperação ambiental que serão executados nos assentamentos Flor do Bosque e Pacas, em Murici.

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