MANEJO DO SOLO
A estratégia agroecológica aponta um caminho concreto para promoção de uma tecnologia ecológica e adaptada para a pequena produção. Para produzir alimentos saudáveis, em terras sãs, a manutenção da saúde do solo e da água deve ser a meta primordial do trabalho agrícola.
Uma importante forma de proteger o solo, sua umidade e a matéria orgânica é fazer a cobertura morta. Com o tempo, esta cobertura se decompõe se transforma em nutrientes para o solo e aumenta a atividade biológica do solo. Além da cobertura morta, o solo deve estar sempre coberto com plantações ou com vegetação nativa, que pode ser chamada de cobertura viva.
Para um bom manejo ecológico do solo, é sempre necessário haver adubação com matéria orgânica, que veio em última instância do solo, a ele retorna transformando-se em nutriente, o qual é assimilado pelas plantas, completando assim, o CICLO DA VIDA. A natureza predominante, o número, as espécies e o grau de atividade dos agentes ativos da decomposição são conseqüências da qualidade e quantidade de materiais que servem de alimento, das condições físicas (textura, estrutura e umidade) e químicas (quantidades de sais, nutrientes e pH) encontrados nos solos (PRIMAVESI, 1984).
Para que ocorra um equilíbrio no agroecossistema, a diversificação e a interação de espécies animais e vegetais é de extrema importância, sendo que a ausência de qualquer um de seus componentes pode acarretar um desequilíbrio ecológico. Uma outra vantagem da diversificação é que ocorre a ciclagem de nutrientes entre as diferentes espécies, e o conseqüente aproveitamento máximo dos recursos naturais. A diversificação de espécies em um agroecossistema pode ser feita pela rotação e consórcio de culturas, barreiras vegetais, adubação verde, integração da produção animal à vegetal e agrofloresta (DOVER, 1992). A rotação de culturas consiste em um planejamento racional de plantações diversas, alterando a distribuição no terreno em certa ordem e por determinado tempo.
O consórcio de culturas é o plantio de diferentes espécies vegetais, simultaneamente sobre uma mesma área. Além da associação entre cultivos comerciais, o consórcio pode ser feito também com leguminosas para adubo verde e cultivos comerciais.
A adubação verde, além de fazer parte da diversificação de um agroecossitema, é um excelente adubo, pois além de proteger o solo, pode ser a ele incorporado. Quando a adubação verde é feita com leguminosas sua associação com bactérias do gênero Rhizobium, proporciona a fixação de nitrogênio do ar no solo, reduzindo dramaticamente o consumo de adubo sintético nitrogenado, e por conseqüência a poluição do solo e água (LEONARDOS, 1998).
A integração da produção animal à vegetal em um agroecossistema é fundamental, pois os restos vegetais podem alimentar os animais e seu esterco e urinas podem ser utilizadas como adubo de alta qualidade.
Um outro manejo extremamente importante da agroecologia é a agrofloresta. Segundo Amador (1999), os sistemas agroflorestais são formas de manejo da terra em que as espécies agrícolas e florestais são plantadas e manejadas em associação, segundo os princípios da dinâmica natural dos ecossistemas. Os princípios do manejo agroflorestal incluem o conhecimento das características ecológicas e funcionais das espécies, a diversidade e a alta densidade de plantas, a poda, a capina seletiva e a participação humana e animal na dinâmica das agroflorestas.
Existe um caminho para reduzir a população de organismos prejudiciais, ao nível em que ela já não representa uma preocupação, nem é capaz de causar prejuízo. Este caminho é o controle biológico, que é o uso deliberado de organismos benéficos (agentes) contra organismos prejudiciais (alvos).
O manejo agroecológico favorece os processos naturais e as interações biológicas positivas, possibilitando que a biodiversidade nos agroecossistemas subsidie a fertilidade dos solos, a proteção dos cultivos contra enfermidades e pragas. A tecnologia utilizada nos sistemas agroecológicos é multifuncional na medida em que promove efeitos ecológicos positivos, tanto no que se refere à manutenção de bons níveis de produtividade quanto à conservação dos recursos naturais, de forma a garantir a sua sustentabilidade ecológica (PETERSEN, 1999 e REIJNTES, 1994).
A tecnologia agroecológica busca alternativas energéticas que não poluam, como por exemplo, a energia solar, a energia da força da água e do vento, pois tem um custo mais baixo (pelo menos, a médio e longo prazo) e não polui. Desta forma, pode-se afirmar que é uma agricultura que tem, a médio e longo prazo, a capacidade de baixar custos. Além disso, as florestas, os rios e o lixo orgânico, no enfoque agroecológico, são encarados como úteis e necessários para a propriedade.
Uma importante forma de proteger o solo, sua umidade e a matéria orgânica é fazer a cobertura morta. Com o tempo, esta cobertura se decompõe se transforma em nutrientes para o solo e aumenta a atividade biológica do solo. Além da cobertura morta, o solo deve estar sempre coberto com plantações ou com vegetação nativa, que pode ser chamada de cobertura viva.
Para um bom manejo ecológico do solo, é sempre necessário haver adubação com matéria orgânica, que veio em última instância do solo, a ele retorna transformando-se em nutriente, o qual é assimilado pelas plantas, completando assim, o CICLO DA VIDA. A natureza predominante, o número, as espécies e o grau de atividade dos agentes ativos da decomposição são conseqüências da qualidade e quantidade de materiais que servem de alimento, das condições físicas (textura, estrutura e umidade) e químicas (quantidades de sais, nutrientes e pH) encontrados nos solos (PRIMAVESI, 1984).
Para que ocorra um equilíbrio no agroecossistema, a diversificação e a interação de espécies animais e vegetais é de extrema importância, sendo que a ausência de qualquer um de seus componentes pode acarretar um desequilíbrio ecológico. Uma outra vantagem da diversificação é que ocorre a ciclagem de nutrientes entre as diferentes espécies, e o conseqüente aproveitamento máximo dos recursos naturais. A diversificação de espécies em um agroecossistema pode ser feita pela rotação e consórcio de culturas, barreiras vegetais, adubação verde, integração da produção animal à vegetal e agrofloresta (DOVER, 1992). A rotação de culturas consiste em um planejamento racional de plantações diversas, alterando a distribuição no terreno em certa ordem e por determinado tempo.
O consórcio de culturas é o plantio de diferentes espécies vegetais, simultaneamente sobre uma mesma área. Além da associação entre cultivos comerciais, o consórcio pode ser feito também com leguminosas para adubo verde e cultivos comerciais.
A adubação verde, além de fazer parte da diversificação de um agroecossitema, é um excelente adubo, pois além de proteger o solo, pode ser a ele incorporado. Quando a adubação verde é feita com leguminosas sua associação com bactérias do gênero Rhizobium, proporciona a fixação de nitrogênio do ar no solo, reduzindo dramaticamente o consumo de adubo sintético nitrogenado, e por conseqüência a poluição do solo e água (LEONARDOS, 1998).
A integração da produção animal à vegetal em um agroecossistema é fundamental, pois os restos vegetais podem alimentar os animais e seu esterco e urinas podem ser utilizadas como adubo de alta qualidade.
Um outro manejo extremamente importante da agroecologia é a agrofloresta. Segundo Amador (1999), os sistemas agroflorestais são formas de manejo da terra em que as espécies agrícolas e florestais são plantadas e manejadas em associação, segundo os princípios da dinâmica natural dos ecossistemas. Os princípios do manejo agroflorestal incluem o conhecimento das características ecológicas e funcionais das espécies, a diversidade e a alta densidade de plantas, a poda, a capina seletiva e a participação humana e animal na dinâmica das agroflorestas.
Existe um caminho para reduzir a população de organismos prejudiciais, ao nível em que ela já não representa uma preocupação, nem é capaz de causar prejuízo. Este caminho é o controle biológico, que é o uso deliberado de organismos benéficos (agentes) contra organismos prejudiciais (alvos).
O manejo agroecológico favorece os processos naturais e as interações biológicas positivas, possibilitando que a biodiversidade nos agroecossistemas subsidie a fertilidade dos solos, a proteção dos cultivos contra enfermidades e pragas. A tecnologia utilizada nos sistemas agroecológicos é multifuncional na medida em que promove efeitos ecológicos positivos, tanto no que se refere à manutenção de bons níveis de produtividade quanto à conservação dos recursos naturais, de forma a garantir a sua sustentabilidade ecológica (PETERSEN, 1999 e REIJNTES, 1994).
A tecnologia agroecológica busca alternativas energéticas que não poluam, como por exemplo, a energia solar, a energia da força da água e do vento, pois tem um custo mais baixo (pelo menos, a médio e longo prazo) e não polui. Desta forma, pode-se afirmar que é uma agricultura que tem, a médio e longo prazo, a capacidade de baixar custos. Além disso, as florestas, os rios e o lixo orgânico, no enfoque agroecológico, são encarados como úteis e necessários para a propriedade.
As florestas são fornecedoras de matéria prima (lenha, madeira e frutos), auxiliando também na manutenção do equilíbrio ecológico e paisagístico. Os rios são fontes de água, peixes e lazer. O lixo orgânico pode ser transformado facilmente na propriedade em adubo de alta qualidade. Os praticantes da agroecologia buscam ainda produzir sua própria semente agroecológica (mais conhecida como semente orgânica), já que as comerciais, em sua larga maioria são melhoradas geneticamente para somente obter alta produtividade com o uso de todos os itens do "Pacote da Revolução Verde".
Outro importante motivo de se produzir as próprias sementes, é a independência que o agricultor ou sua forma organizativa adquire em relação às grandes empresas do setor (SHIVA, 1991; BERTRAND, 1991; CASADO, 1997; ZAPATA, 1997 e SCHAFFER, s/d).
A agroecologia não só oferece produtos mais saudáveis e nutritivos, mas também não polui o meio ambiente, preservando os recursos naturais e sendo claramente mais sustentável do que os sistemas convencionais.
Referências para Pesquisa:
ALTIERE, Miguel A. Agroecologia: as bases científicas da agricultura alternativa 1.ed. Rio de Janeiro : AS-PTA, 1989. 240 p
GLIESSMAN, Stephen R. Agroecology: ecological process in sustanaible agriculture. Santa Cruz(EUA): University of, California 1996
GLIESSMAN, Stephen R. Haciendo la conversion a agricultura sostenible: es aconsejable y necesario. Santa Cruz(EUA): University of, California 1996
MARCOS, Z. Z. Estrutura, agregação e água do solo. Piracicaba, ESALQ, 1968. 55p
MONEGAT, C., Plantas de cobertura do solo: características e manejo em pequenas propriedades. Chapecó(SC); Ed. do Autor, 1991. 337p.
A agroecologia não só oferece produtos mais saudáveis e nutritivos, mas também não polui o meio ambiente, preservando os recursos naturais e sendo claramente mais sustentável do que os sistemas convencionais.
Referências para Pesquisa:
ALTIERE, Miguel A. Agroecologia: as bases científicas da agricultura alternativa 1.ed. Rio de Janeiro : AS-PTA, 1989. 240 p
GLIESSMAN, Stephen R. Agroecology: ecological process in sustanaible agriculture. Santa Cruz(EUA): University of, California 1996
GLIESSMAN, Stephen R. Haciendo la conversion a agricultura sostenible: es aconsejable y necesario. Santa Cruz(EUA): University of, California 1996
MARCOS, Z. Z. Estrutura, agregação e água do solo. Piracicaba, ESALQ, 1968. 55p
MONEGAT, C., Plantas de cobertura do solo: características e manejo em pequenas propriedades. Chapecó(SC); Ed. do Autor, 1991. 337p.

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